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	<title>EMDR &#8211; Sandra Colaiori</title>
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	<description>Psicologia e Sa&#250;de</description>
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		<title>Traumas: seremos eternamente vítimas da nossa história?</title>
		<link>https://www.sandracolaiori.com.br/traumas-seremos-eternamente-vitimas-da-nossa-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sitehouse]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 08:31:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Traumas]]></category>
		<category><![CDATA[Brainspotting]]></category>
		<category><![CDATA[EMDR]]></category>
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					<description><![CDATA[Na vida, todos nós estamos expostos e sujeitos a vivências traumáticas. Presenciar a um acidente de automóvel, a um atropelamento, um assalto ocorrido com um amigo, sabermos pelos jornais de fatos que acontecem do outro lado do mundo, com cruel riqueza de detalhes e imagens impregnam a nossa mente todos os dias, impactando-a com conteúdos  ...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><i>Na vida, todos nós estamos expostos e sujeitos a vivências traumáticas.</i></strong></p>
<p>Presenciar a um acidente de automóvel, a um atropelamento, um assalto ocorrido com um amigo, sabermos pelos jornais de fatos que acontecem do outro lado do mundo, com cruel riqueza de detalhes e imagens impregnam a nossa mente todos os dias, impactando-a com conteúdos traumáticos que por empatia nos assustam e por vezes nos apavoram.</p>
<p>Filmes e novelas com inspiração &#8220;nos quintos dos infernos” nos impactam o tempo todo.</p>
<p>Como mamíferos que somos temos o senso coletivo grupal e nos balizamos pelos sinais de medo emitidos pelos nossos semelhantes e pelas ameaças de palavras “mal ditas” só para enfatizar a importância dos meios de comunicação e da rapidez com que estas chegam até nós e a responsabilidade de quem emite estas palavras. Deveríamos escolher melhor as coisas às quais nos expomos e permitimos que nossos filhos se exponham, muitas vezes desnecessariamente.</p>
<p>Mas existem ainda os traumas vividos, traumas da nossa história de vida.</p>
<p>Pais egoístas ou negligentes que deixaram marcas de abandono e crenças de desvalor a respeito de nós mesmos e que de nenhuma forma correspondem à verdade.</p>
<p>Pais doentes que usam álcool ou drogas muitas vezes vítimas eles mesmos de situações traumáticas vividas em suas vidas, ficando ausentes da relação, embora de corpo presente ou nos quais o único foco se torna seu vício, deixando os filhos à própria sorte e formulando crenças inverídicas a respeito de si.</p>
<p>Pais extremamente exigentes para os quais os filhos precisam ser perfeitos para que eles mesmos sejam “avaliados&#8221; como pais perfeitos, por medo de não serem bons o suficiente e que acabam criando filhos que acreditam que têm que satisfazer a todas as exigências do mundo ou de outros, por exemplo, esquecendo-se de si mesmos.</p>
<p>Eu poderia ficar aqui por horas citando exemplos de formas diversas de traumas sem falar dos mais graves como guerras, ausência de estado de direito, abuso de poder etc etc</p>
<h3>Mas o importante é: e agora?</h3>
<p>Será que porque uma vez fomos traumatizados estamos condenados a vivermos eternamente com nossas questões muitas vezes tão pesadas para nós mesmos?</p>
<p>Será que seremos eternamente vítimas da nossa história, vivendo com partes dissociadas e que muitas vezes nem mesmo temos consciência de que estão ali, gritando por socorro, deixando-nos ansiosos, pedindo nossa ajuda e isoladas?</p>
<h3><strong>Por sorte, a resposta é não.</strong></h3>
<p>Existem formas de abordagem que possibilitam entrarmos em contato com estas partes por mais escondidas ou sufocadas que estejam, por mais dolorosas que sejam e de forma branda e amorosa, acolhendo a estas partes, incluindo-as, tornando o nosso eu mais inteiro e uno e por isso mesmo mais forte.</p>
<p>Existe um &#8220;eu essencial&#8221;, profundo, do qual todos nós temos a experiência  interna, íntima, e que é capaz de reconhecer e acolher a nós mesmo sem julgamentos ou preconceitos, aceitando-nos como somos e nos tornando um.</p>
<p>Sem que precisemos jogar pra fora, nos outros ao nosso redor, aquilo que nós mesmos muitas vezes julgamos como inadequado, formando uma sociedade tão recortada de pequenas minorias que na verdade acabam formando a maioria usada como massa de manobra por alguns espertos. Precisamos nos tornar um por dentro para sermos unos como sociedade humana.</p>
<p>Para que possamos lidar com os nossos traumas, grandes ou pequenos, existem abordagens terapêuticas cerebrais, focais, que vão literalmente &#8220;direto ao ponto”, associadas aos olhos, nossa parte mais externa do cérebro, eficientes, rápidas e principalmente curativas.</p>
<p>Terapias onde podemos ser vistos, confirmados e validados na inteireza da nossa experiência em todas as dimensões, tanto de pensamentos, sentimentos, fantasias, crenças, comportamentos, etc., e que nos ajudam a nos sentirmos aceitos, tal como somos, incondicionalmente.</p>
<p>O Brainspotting e o EMDR são dois exemplos de terapias que contribuem muito para o bem-estar e a vida em paz com a nossa comunidade interna e com as partes do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">Texto escrito por Sandra Colaiori</span><br />
<span style="color: #808080;">Psicologa Clínica e Psicoterapeuta</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>EMDR &#8211; Eye Moviment Desensitization and Reprocessing</title>
		<link>https://www.sandracolaiori.com.br/emdr-eye-moviment-desensitization-and-reprocessing/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sitehouse]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2020 12:39:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[O EMDR, uma terapia que atua através da estimulação bilateral no corpo, trata-se de uma forma de processar aceleradamente as experiências impactantes da vida, neutralizando os afetos. Dessensibilização e reprocessamento através dos movimentos oculares: o EMDR é uma forma de processar aceleradamente desbloqueando o sistema de processamento da informação no cérebro. Apesar de não termos  ...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2>O EMDR, uma terapia que atua através da estimulação bilateral no corpo, trata-se de uma forma de processar aceleradamente as experiências impactantes da vida, neutralizando os afetos.</h2>
<p class="art_show_abstract">Dessensibilização e reprocessamento através dos movimentos oculares: o EMDR é uma forma de processar aceleradamente desbloqueando o sistema de processamento da informação no cérebro.</p>
<p>Apesar de não termos conhecimento exato de como o EMDR, ou mesmo qualquer outra terapia atua no cérebro, temos algumas hipóteses. Uma a respeito do EMDR é que <strong>as experiências negativas de vida e/ou os traumas alteram o equilíbrio bioquímico</strong> do sistema de processamento da informação cerebral.</p>
<p>Este desequilíbrio impede que a informação seja processada adequadamente. Assim, as percepções, emoções, crenças e significados derivados da experiência traumática ou de impacto ficam &#8220;bloqueadas&#8221; no sistema nervoso.</p>
<p>Outra hipótese é a de que <strong>o EMDR promove uma melhoria na comunicação entre os hemisférios cerebrais</strong>, permitindo que o material bloqueado no momento do trauma, seja dessensibilizado, processado e integrada de forma saudável.</p>
<p>Podemos dizer que a experiência traumática, forte ou impactante, congela a informação na sua forma original, gerando posteriormente, a mesma ansiedade, a mesma imagem, a mesma avaliação negativa de si mesmo e o mesmo afeto perturbador.</p>
<p><strong>Sem ser processada de forma adequada, a informação fica atuando de forma a gerar transtornos</strong> e até o transtorno de estresse pós traumático, gerando, entre outros sintomas, <strong>pensamentos intrusivos, &#8220;flashbacks&#8221; e pesadelos</strong>.</p>
<h2 class="art_show_title">Funcionamento</h2>
<p>O método funciona como <strong>catalizador do processamento da informação</strong>, resultando na difusão das imagens traumáticas e promovendo a reestruturação cognitiva completa, neutralizando o afeto negativo.</p>
<p>Depois que o incidente traumático original, marcante ou impactante, vivenciado pela pessoa está processado e integrado, os sintomas desaparecem e a conduta adaptada pode ser instalada</p>
<p class="art_show_title">Como</p>
<p>1 &#8211; Num primeiro passo o terapeuta <strong>foca no incidente traumático vivido pela pessoa</strong> e que estabeleceu a estrutura cognitiva afetiva indesejada.</p>
<p>2 &#8211; <strong>Depois o trabalho foca os gatilhos desencadeantes</strong> dos ambientes externos e internos que promovem as condutas mal adaptadas.</p>
<p>3 &#8211; E no próximo passo, <strong>a conduta cognitivo/afetiva desejada é instalada</strong>aumentando o sentimento de autoestima e permitindo estabelecer uma nova pauta imaginária a longo prazo.</p>
<p>4 &#8211; Feito isso, é pedido ao paciente que anote qualquer lembrança ou incidente que provoque ansiedade ou perturbe as suas atividades, pois estes são indicadores da necessidade de novas intervenções para finalizar o processo e promover novas reestruturações cognitivas.</p>
<p>Cuide de si mesmo. Faça terapia.</p>
<div class="fusion-sep-clear"></div><div class="fusion-separator fusion-full-width-sep fusion-clearfix" style="float:left;margin-top:10px;margin-bottom:10px;width:100%;max-width:100%;"><div class="fusion-separator-border sep-single sep-dashed" style="--awb-height:20px;--awb-amount:20px;--awb-sep-color:rgba(174,209,117,0.6);border-color:rgba(174,209,117,0.6);border-top-width:1px;"></div></div><div class="fusion-sep-clear"></div>
<p>Texto escrito por Sandra Colaiori<br />
Psicologa Clínica e Psicoterapeuta</p>
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