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	<title>Brainspotting &#8211; Sandra Colaiori</title>
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	<description>Psicologia e Sa&#250;de</description>
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		<title>O que é a terapia Brainspotting?</title>
		<link>https://www.sandracolaiori.com.br/o-que-e-a-terapia-brainspotting/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sitehouse]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 09:19:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Brainspotting]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A terapia Brainspotting atua no nosso sistema nervoso central, sendo bastante aplicada no tratamento de traumas. Conheça os benefícios da técnica. O Brainspotting é um modelo psicoterapêutico que ao focar o olhar em um ponto no espaço, localiza no cérebro um ponto correspondente à origem da dificuldade e atua neuropsicológicamente na dissensibilização, reprocessamento e liberação  ...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>A terapia Brainspotting atua no nosso sistema nervoso central, sendo bastante aplicada no tratamento de traumas. Conheça os benefícios da técnica.</strong><br />
</em></p>
<p>O Brainspotting é um modelo psicoterapêutico que ao focar o olhar em um ponto no espaço, localiza no cérebro um ponto correspondente à origem da dificuldade e atua neuropsicológicamente na dissensibilização, reprocessamento e liberação da dor física e emocional, atuando diretamente em sintomas que muitas vezes a pessoa não está consciente, estão fora da sua capacidade cognitiva e/ou da capacidade da pessoa expressar através da sua fala.</p>
<p>A terapia Brainspotting atua nas áreas mais profundas e primitivas do nosso <strong>sistema nervoso central</strong>, ou seja, aquelas que estão, além do que a mente consciente pode alcançar, permitindo e atuando diretamente nos sistemas nervoso autônomo e límbico, isto é, aquelas  partes do cérebro responsáveis pelos batimentos cardíacos, pela respiração e sensações físicas,e também a parte responsável pelas nossas emoções.</p>
<p>A <strong>terapia Brainspotting</strong> foi descoberta pelo psicoterapeuta Dr. David Grand em 2003 e vem sendo atualizada e desenvolvida por ele. É uma terapia muito adequada para o tratamento de traumas, dores físicas e emocionais, dissociações e diversos outros sintomas de difícil abordagem.</p>
<h3>O que acontece durante a sessão</h3>
<p>Ao iniciar a terapia de Brainspotting, o terapeuta solicita ao paciente que entre em contato com temas que lhe causam incômodo e que podem ser trabalhados. Uma vez escolhido o que será focalizado naquela sessão, o paciente avalia o quanto aquela recordação perturbadora desperta nele <strong>sensações físicas e emocionais de desconforto</strong>, dando a ela uma nota.</p>
<p>Olhando para a ponta de uma antena, paciente e terapeuta pesquisarão juntos os locais no espaço onde ao dirigir o olhar, intensificam e atenuam a sua mobilização. Isto é feito através da observação de pequenos reflexos ou sentimentos e sensações que se apresentem naquele momento. Este ponto corresponde ao ponto cerebral de ativação daquele conteúdo ou também ao ponto de recurso para lidar com ele.</p>
<p>Foram desenvolvidas diversas técnicas para que os resultados da focalização destes pontos de ativação e recurso sejam os melhores possíveis para a pessoa e o seu terapeuta brainspotting estará preparado para usá-las.</p>
<p>A escolha a respeito da forma de atuar com cada paciente, se é necessário permanecer mais tempo em um ponto de recurso e quando focar o olhar em um ponto que seja mobilizador para aquela pessoa, vai depender do quanto aquela <strong>pessoa está fragilizada</strong>, qual é o seu grau de organização emocional, entre outros aspectos.</p>
<p>Normalmente, o trabalho é  iniciado através de pontos onde a pessoa possa acessar mais os seus recursos para lidar com aquele tema, dependendo da sua fragilidade se oferece mais apoio e tempo aos conteúdos que vão surgindo em sua consciência.</p>
<p>Tudo o que o paciente deve fazer é observar curiosamente o que acontece em si mesmo, quais conteúdos vão surgindo enquanto dirige o seu olhar para a antena, fixando a sua atenção neste ângulo visual. Observar suas sensações físicas, suas emoções, os pensamentos que irão surgindo.</p>
<p>Durante a sessão, de tempos em tempos, terapeuta e paciente irão juntos verificando o quanto o conteúdo está se esvaziando com a ocorrência do reprocessamento do tema inicial escolhido.</p>
<p>Leia mais sobre <a href="https://www.sandracolaiori.com.br/especialidades/brainspotting/">Brainspotting</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">Texto escrito por Sandra Colaiori</span><br />
<span style="color: #808080;">Psicologa Clínica e Psicoterapeuta</span></p>
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			</item>
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		<title>Traumas: seremos eternamente vítimas da nossa história?</title>
		<link>https://www.sandracolaiori.com.br/traumas-seremos-eternamente-vitimas-da-nossa-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sitehouse]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 08:31:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Traumas]]></category>
		<category><![CDATA[Brainspotting]]></category>
		<category><![CDATA[EMDR]]></category>
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					<description><![CDATA[Na vida, todos nós estamos expostos e sujeitos a vivências traumáticas. Presenciar a um acidente de automóvel, a um atropelamento, um assalto ocorrido com um amigo, sabermos pelos jornais de fatos que acontecem do outro lado do mundo, com cruel riqueza de detalhes e imagens impregnam a nossa mente todos os dias, impactando-a com conteúdos  ...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><i>Na vida, todos nós estamos expostos e sujeitos a vivências traumáticas.</i></strong></p>
<p>Presenciar a um acidente de automóvel, a um atropelamento, um assalto ocorrido com um amigo, sabermos pelos jornais de fatos que acontecem do outro lado do mundo, com cruel riqueza de detalhes e imagens impregnam a nossa mente todos os dias, impactando-a com conteúdos traumáticos que por empatia nos assustam e por vezes nos apavoram.</p>
<p>Filmes e novelas com inspiração &#8220;nos quintos dos infernos” nos impactam o tempo todo.</p>
<p>Como mamíferos que somos temos o senso coletivo grupal e nos balizamos pelos sinais de medo emitidos pelos nossos semelhantes e pelas ameaças de palavras “mal ditas” só para enfatizar a importância dos meios de comunicação e da rapidez com que estas chegam até nós e a responsabilidade de quem emite estas palavras. Deveríamos escolher melhor as coisas às quais nos expomos e permitimos que nossos filhos se exponham, muitas vezes desnecessariamente.</p>
<p>Mas existem ainda os traumas vividos, traumas da nossa história de vida.</p>
<p>Pais egoístas ou negligentes que deixaram marcas de abandono e crenças de desvalor a respeito de nós mesmos e que de nenhuma forma correspondem à verdade.</p>
<p>Pais doentes que usam álcool ou drogas muitas vezes vítimas eles mesmos de situações traumáticas vividas em suas vidas, ficando ausentes da relação, embora de corpo presente ou nos quais o único foco se torna seu vício, deixando os filhos à própria sorte e formulando crenças inverídicas a respeito de si.</p>
<p>Pais extremamente exigentes para os quais os filhos precisam ser perfeitos para que eles mesmos sejam “avaliados&#8221; como pais perfeitos, por medo de não serem bons o suficiente e que acabam criando filhos que acreditam que têm que satisfazer a todas as exigências do mundo ou de outros, por exemplo, esquecendo-se de si mesmos.</p>
<p>Eu poderia ficar aqui por horas citando exemplos de formas diversas de traumas sem falar dos mais graves como guerras, ausência de estado de direito, abuso de poder etc etc</p>
<h3>Mas o importante é: e agora?</h3>
<p>Será que porque uma vez fomos traumatizados estamos condenados a vivermos eternamente com nossas questões muitas vezes tão pesadas para nós mesmos?</p>
<p>Será que seremos eternamente vítimas da nossa história, vivendo com partes dissociadas e que muitas vezes nem mesmo temos consciência de que estão ali, gritando por socorro, deixando-nos ansiosos, pedindo nossa ajuda e isoladas?</p>
<h3><strong>Por sorte, a resposta é não.</strong></h3>
<p>Existem formas de abordagem que possibilitam entrarmos em contato com estas partes por mais escondidas ou sufocadas que estejam, por mais dolorosas que sejam e de forma branda e amorosa, acolhendo a estas partes, incluindo-as, tornando o nosso eu mais inteiro e uno e por isso mesmo mais forte.</p>
<p>Existe um &#8220;eu essencial&#8221;, profundo, do qual todos nós temos a experiência  interna, íntima, e que é capaz de reconhecer e acolher a nós mesmo sem julgamentos ou preconceitos, aceitando-nos como somos e nos tornando um.</p>
<p>Sem que precisemos jogar pra fora, nos outros ao nosso redor, aquilo que nós mesmos muitas vezes julgamos como inadequado, formando uma sociedade tão recortada de pequenas minorias que na verdade acabam formando a maioria usada como massa de manobra por alguns espertos. Precisamos nos tornar um por dentro para sermos unos como sociedade humana.</p>
<p>Para que possamos lidar com os nossos traumas, grandes ou pequenos, existem abordagens terapêuticas cerebrais, focais, que vão literalmente &#8220;direto ao ponto”, associadas aos olhos, nossa parte mais externa do cérebro, eficientes, rápidas e principalmente curativas.</p>
<p>Terapias onde podemos ser vistos, confirmados e validados na inteireza da nossa experiência em todas as dimensões, tanto de pensamentos, sentimentos, fantasias, crenças, comportamentos, etc., e que nos ajudam a nos sentirmos aceitos, tal como somos, incondicionalmente.</p>
<p>O Brainspotting e o EMDR são dois exemplos de terapias que contribuem muito para o bem-estar e a vida em paz com a nossa comunidade interna e com as partes do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">Texto escrito por Sandra Colaiori</span><br />
<span style="color: #808080;">Psicologa Clínica e Psicoterapeuta</span></p>
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