<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Traumas &#8211; Sandra Colaiori</title>
	<atom:link href="https://www.sandracolaiori.com.br/category/traumas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://www.sandracolaiori.com.br</link>
	<description>Psicologia e Sa&#250;de</description>
	<lastBuildDate>Mon, 16 Sep 2024 15:35:57 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.2</generator>
	<item>
		<title>Como regular nosso sistema nervoso e ser mais saudável</title>
		<link>https://www.sandracolaiori.com.br/como-regular-nosso-sistema-nervoso-e-ser-mais-saudavel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sitehouse]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Jun 2021 13:39:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Traumas]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sandracolaiori.com.br/?p=3077</guid>

					<description><![CDATA[Segundo Stephen Porges, a melhor maneira de restaurar um sistema nervoso saudável e resiliente é estar rodeada de pessoas seguras, sintonizadas e presentes O neurocientista americano Stephen Porges, profundo conhecedor do funcionamento do sistema nervoso humano, muito tem nos ensinado a este respeito de modo a tornar as nossas práticas clínicas diárias mais efetivas. Ele  ...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Segundo Stephen Porges, a melhor maneira de restaurar um sistema nervoso saudável e resiliente é estar rodeada de pessoas seguras, sintonizadas e presentes</em></p>
<p>O neurocientista americano Stephen Porges, profundo conhecedor do funcionamento do sistema nervoso humano, muito tem nos ensinado a este respeito de modo a tornar as nossas práticas clínicas diárias mais efetivas.</p>
<p>Ele nos fala a respeito dos traumas que os profissionais da área acompanham todos os dias em seus contatos online ou pelo atendimento tradicional, em seus consultórios, e que resultam no aumento da ansiedade, depressão, medo, tristeza, vulnerabilidade, insegurança, impotência, transtorno do estresse pós-traumático (TEPTS), entre outros.</p>
<p>Para Porges, tudo está relacionado à desregulação do nosso sistema nervoso, segundo a Teoria Polivagal criada por ele para explicar a reação fisiológica de nosso sistema nervoso ao perigo e que revolucionou os tratamentos de traumas no mundo.<br />
Por isso, conhecer nosso sistema nervoso autônomo, ou SNA, é fundamental para entender o que está acontecendo conosco e ajudar as pessoas no seu processo terapêutico.</p>
<p>O SNA cuida de muitas funções automáticas do nosso corpo, como freqüência cardíaca, digestão e temperatura corporal etc&#8230; Ele também é responsável por nossa resposta à sobrevivência e ao estresse, trabalhando há bilhões de anos para nos manter vivos frente ao perigo.</p>
<p>Tudo acontece automaticamente, não pensamos para que isso ocorra. De acordo com Porges, o SNA examina constantemente o ambiente em busca de segurança e de perigo e pode nos levar a três respostas diferentes frente a essas situações:</p>
<p><strong>Seguro</strong> – você se sente calmo, relaxado e conectado com as pessoas ao seu redor;<br />
Mobilizado – quando detecta perigo, ele envia um comando e sua freqüência cardíaca e respiração aumenta, sendo liberados adrenalina e cortisol e o sangue corre para seus músculos para que você possa lutar ou fugir, lidar com a ameaça;<br />
<strong>Imobilizado</strong> – quando o SNA detecta que o perigo é tão grande que você não consegue lutar ou fugir, ele desliga você. Nesse estado, nossos batimentos cardíacos, pressão sanguínea e temperatura corporal diminuem e endorfinas anestésicas são liberadas.</p>
<p>Quando o SNA funciona bem, ele nos ajuda a gerenciar e a nos tornarmos resilientes ao estresse e a eventos negativos. Conseguimos nos recuperar e seguir em frente.</p>
<p>Mas, o SNA pode se desregular quando vivenciamos um trauma ou traumas de apego ou mesmo estresse crônico. Ao vivenciar situações impactantes, o sistema de detecção do SNA pode apresentar falhas e apresentar perigo permanente, mesmo quando estamos seguros. E viver constantemente nessa situação, pode ser debilitante, levando o indivíduo a buscar “válvulas de escape”, como drogas, álcool, comida, trabalho ou sexo, buscando alívio à sua inquietação.</p>
<p>Muitas experiências podem ser traumatizantes e impactar negativamente o SNA, como acidentes, agressões, desafios naturais, estresse crônico, principalmente os vivenciados durante o desenvolvimento, situações de discriminação e violência, uma pandemia, entre outras.</p>
<p>Pesquisas mostram também que o trauma pode ser transmitido transgeracionalmente por pelo menos três gerações.</p>
<p><strong>E o que podemos fazer para regular nosso Sistema Nervoso Autônomo? Como nos recuperar do trauma?</strong></p>
<p>A melhor maneira de restaurar um SNA saudável e resiliente é relacionalmente &#8211; é estar rodeada de pessoas seguras, sintonizadas e presentes.</p>
<p>As psicoterapias clínicas são espaços relacionais saudáveis e as diferentes abordagens, além de colaborar no autoconhecimento e desenvolvimento, buscam restabelecer a segurança e regular o SNA.</p>
<p>E hoje já sabemos que muitas das atividades que intuitivamente nos trazem conforto, como estar na natureza, praticar ioga, dança, meditar, ajudar os outros, entre outras, ajudam o SNA a se tornar mais regulado. Isso não significa estar calmo o tempo todo. Isso significa ter um sistema nervoso flexível, resiliente e podermos nos mover com fluidez de um estado para outro, tendo uma vida mais saudável e segura.</p>
<p>Nosso aparato nervoso tem experiência de bilhões de anos e nossas vivências adversas podem ser integradas em forma de aprendizado, trazendo-nos maior capacidade de adaptação, maturidade e sabedoria.</p>
<p><span style="color: #808080;">Texto escrito por Sandra Colaiori</span><br />
<span style="color: #808080;">Psicologa Clínica e Psicoterapeuta</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Trauma de desenvolvimento</title>
		<link>https://www.sandracolaiori.com.br/trauma-de-desenvolvimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sitehouse]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Apr 2021 14:43:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Traumas]]></category>
		<category><![CDATA[Transtornos]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[trauma]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sandracolaiori.com.br/?p=3066</guid>

					<description><![CDATA[Quem já trabalhou em escolas, com crianças e famílias, e/ou sistemas de educação de forma geral sabe que muitas vezes nos deparamos com dificuldades de aprendizagem, problemas de comportamento na escola e/ou fora dela, crianças hiperativas, opositoras, agressivas ou apáticas, doenças de repetição, déficit cognitivo, transtornos mentais, distúrbios do sono, entre outras coisas. A escola,  ...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Quem já trabalhou em escolas, com crianças e famílias, e/ou sistemas de educação de forma geral sabe que muitas vezes nos deparamos com dificuldades de aprendizagem, problemas de comportamento na escola e/ou fora dela, crianças hiperativas, opositoras, agressivas ou apáticas, doenças de repetição, déficit cognitivo, transtornos mentais, distúrbios do sono, entre outras coisas.</p>
<p>A escola, na maioria das vezes, é o lugar onde a criança encontra espaço para manifestar as dificuldades que vivencia.</p>
<p>As famílias, o sistema público e a sociedade em geral buscam soluções e o psicólogo se vê frente à necessidade de explicar e buscar soluções que vão exigir mudanças na postura e nas atitudes dos adultos e dos ambientes que cercam a criança.</p>
<p>Nesse fim de semana, fazendo uma atualização maravilhosa com a neurocientista, dra. Regina Lucia Nogueira, percebi com alegria que a ciência caminha na direção de ajudar nessa explicação, por meio de imagens, estudos longitudinais e da observação das conseqüências da violência, como por exemplo, da guerra.</p>
<p>Estou falando do TRAUMA. Palavra extremamente antiga, que ouvimos desde antes de Cristo e que se grafa de forma muito semelhante em diversas línguas, entretanto, tão difícil de entender.</p>
<p>Se compararmos a criança a uma árvore e pensarmos em suas raízes como o período pré-natal, o momento do nascimento ao aparecimento do broto fora da terra e assim por diante, fica fácil visualizar que se, desde o seu plantio ou a concepção do bebe, essa plantinha/bebe sofre um ferimento, todo o seu desenvolvimento poderá ficar alterado e que quanto mais jovem for a planta, mais delicada e menos formada estará para ter estrutura e suportar a ação recebida.</p>
<p>Esses traumas modificam o desenvolvimento do sistema nervoso da criança e, quanto mais precoces, maiores poderão ser seus efeitos no desenvolvimento da criança até a idade adulta.</p>
<p>Outra coisa extremamente importante e que agrava o problema, é que uma criança não tem como se defender das ações dos adultos ao seu redor. Ela não tem como fugir ou enfrentar o adulto. É desigual. Então ela tem que sobreviver ali, sujeitando-se aos maus tratos recebidos e permanecendo ali. E encontrará ou desenvolverá defesas para isto. O que sabemos com certeza é que estes são fatores de risco que aumentam a probabilidade do impacto deletério no seu desenvolvimento neurológico.  E que farão dessa criança, muitas vezes, os adultos agressivos ou depressivos, ou adictos (entre outros males), de depois.</p>
<p>O que chega até nós a respeito destas crianças, são os sintomas diagnosticados, muitas vezes confundidos com outros quadros neurológicos ou psiquiátricos, algumas vezes com indicação de medicação, mas nem sempre associados ao trauma, aos maus tratos recebidos pela criança.</p>
<p>Esses sintomas que também aparecem nos adultos são muitas vezes carregados desde a infância e poderão afetar toda sua vida a partir do fato ocorrido, desde sua saúde física e mental, suas relações familiares, sua capacidade produtiva e toda relação com a sociedade.</p>
<p>O que vemos, muitas vezes, é que o agredido se torna um agressor.</p>
<p>Precisamos cuidar das nossas crianças. Amá-las e educá-las.</p>
<p>Se você é um pai ou mãe e está encontrando dificuldades, procure ajuda.</p>
<p><span style="color: #808080;">Texto escrito por Sandra Colaiori</span><br />
<span style="color: #808080;">Psicologa Clínica e Psicoterapeuta</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pandemia: como superar a sensação de impotência</title>
		<link>https://www.sandracolaiori.com.br/pandemia-como-superar-a-sensacao-de-impotencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sitehouse]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 16:11:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Traumas]]></category>
		<category><![CDATA[impotência]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sandracolaiori.com.br/?p=3004</guid>

					<description><![CDATA[A necessidade de rever hábitos Tem sido muito comum as pessoas falarem sobre a sensação de impotência e por vezes medo e paralisia diante da pandemia e seus aspectos limitadores de isolamento social. Qual a chave para mudarmos essa sensação e dar o passo seguinte? Além de todos os detalhes que estão em estudo que tratam do  ...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>A necessidade de rever hábitos</em></strong></p>
<p>Tem sido muito comum as pessoas falarem sobre a sensação de impotência e por vezes medo e paralisia diante da pandemia e seus aspectos limitadores de isolamento social. Qual a chave para mudarmos essa sensação e dar o passo seguinte?</p>
<p>Além de todos os detalhes que estão em estudo que tratam do prazer que podemos encontrar nos relacionamentos sociais, da falta que estes nos fazem, de como nossos cérebros reagem diante de tal privação e na aparente falta de bom senso como resposta “desesperada&#8221; à privação de contato social, temos a questão de hábito.</p>
<p>Estamos habituados a nos distrair com o que há fora, com o material, com o supérfluo, o movimento do mundo. Não costumamos estar em silêncio, conosco. Temos dificuldade em estarmos a sós. E nos sentimos ainda pior.</p>
<p>O que fazer então com o tempo, como dividir hora de trabalho e estudo e hora de estar em família, como aproveitar para estar com a família, aprofundar as conversas e a intimidade, educar os filhos, rir juntos, ter tempo para ter as ideias criativas que precisam de espaço e de relaxamento para surgir; o estar consigo mesmo, no silêncio, na oração para entrar em contato com o todo, com o Self profundo e desta forma perceber que <strong>somos todos Um</strong>?</p>
<p>A mídia está cheia de “engrandecimento” dos problemas e dos fatos negativos.</p>
<p>O cérebro, mais especificamente o cérebro pré-frontal, que é responsável pelo nosso planejamento, tem uma conexão direta com o cérebro emocional e subcortical. Ou seja, se você enaltece problemas, consequentemente planeja e atrai esses problemas, por uma questão cerebral mesmo. E ele foi modelado para garantir a nossa sobrevivência.  Então precisamos rever hábitos.</p>
<p>No caso específico da pandemia da Covid 19, para manter minimamente o equilíbrio, precisamos reconhecer quais são os nossos limites e até onde a gente consegue ir, estar com o outro em segurança para mim e para o outro. Reconhecer que a gente não tem o controle da vida e das formas de interagir com o mundo. Pelo contrário, as grandes tragédias e pandemias nos confrontam o tempo todo com o potencial da nossa própria morte e também a morte de nossos entes queridos.</p>
<p>Isso requer uma ressignificação da nossa forma de viver no mundo. Mais empatia, despertar para o que realmente importa, que é essencial, que são as relações humanas, o carinho, o cuidado consigo e com o outro. Do contrário, a gente só se conecta com a dor daquilo que foi perdido. E vem a sensação de impotência.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">Texto escrito por Sandra Colaiori</span><br />
<span style="color: #808080;">Psicologa Clínica e Psicoterapeuta</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Traumas: seremos eternamente vítimas da nossa história?</title>
		<link>https://www.sandracolaiori.com.br/traumas-seremos-eternamente-vitimas-da-nossa-historia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[sitehouse]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Dec 2020 08:31:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Traumas]]></category>
		<category><![CDATA[Brainspotting]]></category>
		<category><![CDATA[EMDR]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.sitehousehost.com.br/Sandra/?p=201</guid>

					<description><![CDATA[Na vida, todos nós estamos expostos e sujeitos a vivências traumáticas. Presenciar a um acidente de automóvel, a um atropelamento, um assalto ocorrido com um amigo, sabermos pelos jornais de fatos que acontecem do outro lado do mundo, com cruel riqueza de detalhes e imagens impregnam a nossa mente todos os dias, impactando-a com conteúdos  ...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><i>Na vida, todos nós estamos expostos e sujeitos a vivências traumáticas.</i></strong></p>
<p>Presenciar a um acidente de automóvel, a um atropelamento, um assalto ocorrido com um amigo, sabermos pelos jornais de fatos que acontecem do outro lado do mundo, com cruel riqueza de detalhes e imagens impregnam a nossa mente todos os dias, impactando-a com conteúdos traumáticos que por empatia nos assustam e por vezes nos apavoram.</p>
<p>Filmes e novelas com inspiração &#8220;nos quintos dos infernos” nos impactam o tempo todo.</p>
<p>Como mamíferos que somos temos o senso coletivo grupal e nos balizamos pelos sinais de medo emitidos pelos nossos semelhantes e pelas ameaças de palavras “mal ditas” só para enfatizar a importância dos meios de comunicação e da rapidez com que estas chegam até nós e a responsabilidade de quem emite estas palavras. Deveríamos escolher melhor as coisas às quais nos expomos e permitimos que nossos filhos se exponham, muitas vezes desnecessariamente.</p>
<p>Mas existem ainda os traumas vividos, traumas da nossa história de vida.</p>
<p>Pais egoístas ou negligentes que deixaram marcas de abandono e crenças de desvalor a respeito de nós mesmos e que de nenhuma forma correspondem à verdade.</p>
<p>Pais doentes que usam álcool ou drogas muitas vezes vítimas eles mesmos de situações traumáticas vividas em suas vidas, ficando ausentes da relação, embora de corpo presente ou nos quais o único foco se torna seu vício, deixando os filhos à própria sorte e formulando crenças inverídicas a respeito de si.</p>
<p>Pais extremamente exigentes para os quais os filhos precisam ser perfeitos para que eles mesmos sejam “avaliados&#8221; como pais perfeitos, por medo de não serem bons o suficiente e que acabam criando filhos que acreditam que têm que satisfazer a todas as exigências do mundo ou de outros, por exemplo, esquecendo-se de si mesmos.</p>
<p>Eu poderia ficar aqui por horas citando exemplos de formas diversas de traumas sem falar dos mais graves como guerras, ausência de estado de direito, abuso de poder etc etc</p>
<h3>Mas o importante é: e agora?</h3>
<p>Será que porque uma vez fomos traumatizados estamos condenados a vivermos eternamente com nossas questões muitas vezes tão pesadas para nós mesmos?</p>
<p>Será que seremos eternamente vítimas da nossa história, vivendo com partes dissociadas e que muitas vezes nem mesmo temos consciência de que estão ali, gritando por socorro, deixando-nos ansiosos, pedindo nossa ajuda e isoladas?</p>
<h3><strong>Por sorte, a resposta é não.</strong></h3>
<p>Existem formas de abordagem que possibilitam entrarmos em contato com estas partes por mais escondidas ou sufocadas que estejam, por mais dolorosas que sejam e de forma branda e amorosa, acolhendo a estas partes, incluindo-as, tornando o nosso eu mais inteiro e uno e por isso mesmo mais forte.</p>
<p>Existe um &#8220;eu essencial&#8221;, profundo, do qual todos nós temos a experiência  interna, íntima, e que é capaz de reconhecer e acolher a nós mesmo sem julgamentos ou preconceitos, aceitando-nos como somos e nos tornando um.</p>
<p>Sem que precisemos jogar pra fora, nos outros ao nosso redor, aquilo que nós mesmos muitas vezes julgamos como inadequado, formando uma sociedade tão recortada de pequenas minorias que na verdade acabam formando a maioria usada como massa de manobra por alguns espertos. Precisamos nos tornar um por dentro para sermos unos como sociedade humana.</p>
<p>Para que possamos lidar com os nossos traumas, grandes ou pequenos, existem abordagens terapêuticas cerebrais, focais, que vão literalmente &#8220;direto ao ponto”, associadas aos olhos, nossa parte mais externa do cérebro, eficientes, rápidas e principalmente curativas.</p>
<p>Terapias onde podemos ser vistos, confirmados e validados na inteireza da nossa experiência em todas as dimensões, tanto de pensamentos, sentimentos, fantasias, crenças, comportamentos, etc., e que nos ajudam a nos sentirmos aceitos, tal como somos, incondicionalmente.</p>
<p>O Brainspotting e o EMDR são dois exemplos de terapias que contribuem muito para o bem-estar e a vida em paz com a nossa comunidade interna e com as partes do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #808080;">Texto escrito por Sandra Colaiori</span><br />
<span style="color: #808080;">Psicologa Clínica e Psicoterapeuta</span></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
